sábado, 26 de junho de 2010

rolar a menina na relva!

Sentado no saguão do aeroporto, olhos fixos na sansung grande que impressionava pela nitidez das imagens, absorto, sem sequer saber do resultado do jogo, fui educadamente interrompido por um comentário a respeito da preferência clubista do inoportuno.
Futebol provoca esta intimidade. O tema diminui distancias e desinibe comportamentos. Tinha isto comigo, pois quando piá, invariavelmente, chegando a outro bairro ou numa cidade em visita a parente, me aproximava de boleiros jogando uma pelada, em questão de minutos, logo era convidado e prontamente aceito a participar do “racha”. Não havia cerimônia, nem o nome se perguntava, até porque logo recebia apelido, isto é o que o esporte bretão provoca nas pessoas.
Voltando ao diálogo esportivo com a descontraída desconhecida comecei a discorrer minhas razões do meu descaso com a Copa apelidada de “Sul Americana” pela concentração de países deste continente – Brasil, Paraguai, Chile e Argentina.
No inicio se revelou um dialogo precavido, de sondagem, mas com um tema definido. Futebol brasileiro. Aos poucos me vi conversando descontraidamente com a “intrometida dos meus devaneios” que admitia não entender de futebol e, no entanto torcia pelo Brasil pelo espírito patriótico. Nenhuma novidade, até porque todas as pessoas que conheço, e não são poucas, torcem pela “canarinho” porque é Brasil.
Tai um pequeno e relevante detalhe: canarinho! Bons tempos que identificávamos nosso excrete como essa carinhosa expressão. Talvez falte uma emblemática palavra para me inserir nesta onda.
Senti solo fértil para monologar sobre minhas discordâncias a respeito da convocação dos atletas para representar o futebol brasileiro, começando pela escolha de um técnico inexperiente - o sem talento Dunga.
Descobri que hoje não preciso de patriotada. Se sou contrariado não torço. Disse àquele ouvinte casual que para me encantar teriam que ter sido convocado os melhores de cada posição e genuinamente nacional e não estrangeiros abrasileirados.
Mostrei que o evento Copa do Mundo poderia servir para despertar o espírito cívico, se a grande maioria dos nossos jogadores morassem e jogassem aqui, e se pelo menos um do meu time de paixão vestisse a amarelinha.
Desiludido destilei minhas contrariedades com a seleção brasiestrangeira. A diferença de qualidade técnica dos “nossos” com relação aos outros no mundial é reconhecida até por mim, mas já disse em outra ocasião que me dá prazer é ver a arte de rolar a menina na relva, opa essa é outra estória. Mas, no aeroporto encontrei as razões do meu aborrecimento. Tinha acabado de perder o vôo para a África do Sul. Agora só em 2014 na Arena Copel. O Furacão Iluminado. Olhem a maquete.

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