sábado, 14 de janeiro de 2012

IMPRENSA ESPORTIVA MARRON . QUEM PRECISA DELA?



As pessoas inteligentes não se sentem afetados pela dita imprensa esportiva marron (radio, jornal  e principalmente a televisiva). Não faz a menor diferença o que ela diz, fala, mostra ou (des)informa.
Quem é a imprensa marron?
A lista é grande, dependendo do avaliador são todos os do “eixo do mal” e muitos daqui da província. Sem ética, sensacionalistas, “slave” de grupos econômicos, muitos sem diplomas e há até uns sem escolaridade (dá para acreditar), escrevem o que quem paga determina, falam o que lhes é escrito e (des) informam aquilo que não aconteceu.
Na era do rádio, um narrador de uma pelada entre Fluminense e America do Rio, na antiga Tupi nos transportava para uma epopéia, para um grande espetáculo, tamanha eram os recursos verbais, brilhantes eram as eloqüências com que descreviam um simples “toss”. Acreditávamos “piamente” nos espetaculares Rui Viotti, Waldir Amaral, Fiori Giglioti, Osmar Santos, Willy Gonser, Geraldo José de Almeida, Jorge Curi, Edson Leite e o incomparável Lombardi Junior, entre tantos.
Mas precisávamos deles, mesmo não considerados imprensa marron, eram “vendedores de ilusão”, nos levando a viver o futebol, nos guiando para a paixão, emocionando nossos corações. Não sou saudosista de carterinha, mas era e tinha que ser assim, romantismo no ar.
Com o advento da televisão e agora com a era da globalização, todos nós, ricos e plebeus, participamos ativamente do espetáculo. Deixamos de ser platéia para sermos coadjuvantes, pois mesmo à distância, num jogo no Camp Nou, entre Barcelona e Real Madri, ou no Old Trafford, estádio do Manchester United, estamos a centímetros da jogada, vendo o impedimento não marcado ou o golaço do atleticano Jadson do Shakhtar Donetsk. Se ao assistirmos sabemos mais de futebol do que a maldita imprensa esportiva marron, então é de se perguntar: por que a ouvimos, por que a lemos, por que damos a ela relevância no que ela diz e informa?
Ah!, mas e os jogos que não podemos assistir. Bom, aí vem o nosso critério de separar o joio do trigo, o de sabermos discernir quem dos que detém a latinha, o microfone da TV ou as teclas do notebook da imprensa escrita, quem destes pode ser confiável, isento, ético e principalmente, honesto.
No meu caso, sou atleticano e me satisfaz a leitura que eu faço dos jogos do meu time quando vou a Arena, ou quando assisto no pay-per-view.
Os bastidores não me atraem assim como não me interesso pelas intimidades de um cantor ou de um ator, mas sim pela sua performace, pela sua atuação. Isso sim eu ouço, assisto e me emociono. Não consumo revista "Caras".
Após os jogos infantis entrevistas com jogadores, técnicos e dirigentes que em cansativa e repetitivas perguntas e respostas revelam a mediocridade do entrevistado, mas principalmente a pobreza dos entrevistadores.

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