As pessoas inteligentes não se sentem
afetados pela dita imprensa esportiva marron (radio, jornal e principalmente a televisiva). Não faz
a menor diferença o que ela diz, fala, mostra ou (des)informa.
Quem é a imprensa marron?
A lista é grande, dependendo do
avaliador são todos os do “eixo do mal” e muitos daqui da província. Sem ética,
sensacionalistas, “slave” de grupos econômicos, muitos sem diplomas e há até
uns sem escolaridade (dá para acreditar), escrevem o que quem paga determina,
falam o que lhes é escrito e (des) informam aquilo que não aconteceu.
Na era do rádio, um narrador de uma
pelada entre Fluminense e America do Rio, na antiga Tupi nos transportava para
uma epopéia, para um grande espetáculo, tamanha eram os recursos verbais,
brilhantes eram as eloqüências com que descreviam um simples “toss”.
Acreditávamos “piamente” nos espetaculares Rui Viotti, Waldir Amaral, Fiori Giglioti, Osmar Santos, Willy Gonser,
Geraldo José de Almeida, Jorge Curi, Edson Leite e o incomparável Lombardi
Junior, entre tantos.
Mas precisávamos deles, mesmo não considerados imprensa
marron, eram “vendedores de ilusão”, nos levando a viver o futebol, nos guiando
para a paixão, emocionando nossos corações. Não sou saudosista de carterinha, mas
era e tinha que ser assim, romantismo no ar.
Com o advento da televisão e agora com a era da
globalização, todos nós, ricos e plebeus, participamos ativamente do
espetáculo. Deixamos de ser platéia para sermos coadjuvantes, pois mesmo à
distância, num jogo no Camp
Nou, entre Barcelona e Real Madri, ou no Old Trafford, estádio do Manchester
United, estamos a centímetros da jogada, vendo o impedimento não marcado ou o
golaço do atleticano Jadson do Shakhtar Donetsk.
Se ao assistirmos sabemos mais de futebol do que a maldita imprensa esportiva
marron, então é de se perguntar: por que a ouvimos, por que a lemos, por que
damos a ela relevância no que ela diz e informa?
Ah!, mas e os jogos que não podemos assistir. Bom, aí vem o
nosso critério de separar o joio do trigo, o de sabermos discernir quem dos que
detém a latinha, o microfone da TV ou as teclas do notebook da imprensa
escrita, quem destes pode ser confiável, isento, ético e principalmente,
honesto.
No meu caso, sou atleticano e me satisfaz
a leitura que eu faço dos jogos do meu time quando vou a Arena, ou quando assisto no pay-per-view.
Os bastidores não me atraem assim como não me interesso pelas intimidades de um cantor ou de um ator, mas sim pela sua performace, pela sua atuação. Isso sim eu ouço, assisto e me emociono. Não consumo revista "Caras".
Após os jogos infantis entrevistas com jogadores, técnicos e dirigentes que em cansativa e repetitivas perguntas e respostas revelam a mediocridade do entrevistado, mas principalmente a pobreza dos entrevistadores.
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