Dia desses, vi um programa na TV sobre um ciclista que bateu o recorde de velocidade: 267 km/h.
Eu teria achado coisa de outro mundo, não fossem as condições:
A pista era de gelo; a bicicleta era especial, o percurso foi realizado com um carro à frente, puxando uma “casinha” . Dentro dela, o ciclista pedalava totalmente livre da resistência do ar. Havia outras condições, mas bastaram estas para eu perder meu interesse e mudar o canal.
Então eu soube de três mulheres que disputam o recorde do alpinismo mundial: a que escalou mais picos o fez com ajudantes para carregar a bagagem, oxigênio extra etc... as outras, que até o momento escalaram menos, não levaram ajudantes nem balões de oxigênio.
Perdoe-me o ciclista e a tal alpinista, mas não vejo valor nenhum em seus recordes.
Aliás, casos como estes me fazem pensar na minha amiga, que pagou (e muito bem) pelo diploma de faculdade.
E em outras situações: o escritor medíocre que vira imortal da ABL porque é presidente da república; o corredor de Fórmula 1 que é campeão do mundo porque tem um carro superior; o funcionário público que entrou na empresa pela janela; o concorrente que leva o prêmio porque é o “queridinho” de alguém importante; a miss que está entupida de silicones; o plágio; o casamento de interesse, o emprego que se mantém à base de puxassaquismo... e etc... etc...
Qual o valor de um recorde ou de uma conquista feita nessas bases?
Há quem se contente em, simplesmente, acreditar nas aparências: que é o tal, é o campeão, o rei da cocada preta ou seja lá o que for. Mas no fundo, acredito que
tais “vencedores” precisam esforçar-se demais para convencer-se a respeito do próprio valor. E jamais conseguem.
Vivem no esforço permanente e secreto que, certamente, é ainda maior que aquele que não foi feito, e que poderia ter mudado todo o curso da história, mesmo que os resultados não fossem bons...o esforço para chegar a algum lugar, para fazer algo, para conquistar algo... com as próprias e reais condições. No final das contas, a consciência dessa busca pessoal é que faz a vida valer mesmo a pena.
Eu teria achado coisa de outro mundo, não fossem as condições:
A pista era de gelo; a bicicleta era especial, o percurso foi realizado com um carro à frente, puxando uma “casinha” . Dentro dela, o ciclista pedalava totalmente livre da resistência do ar. Havia outras condições, mas bastaram estas para eu perder meu interesse e mudar o canal.
Então eu soube de três mulheres que disputam o recorde do alpinismo mundial: a que escalou mais picos o fez com ajudantes para carregar a bagagem, oxigênio extra etc... as outras, que até o momento escalaram menos, não levaram ajudantes nem balões de oxigênio.
Perdoe-me o ciclista e a tal alpinista, mas não vejo valor nenhum em seus recordes.
Aliás, casos como estes me fazem pensar na minha amiga, que pagou (e muito bem) pelo diploma de faculdade.
E em outras situações: o escritor medíocre que vira imortal da ABL porque é presidente da república; o corredor de Fórmula 1 que é campeão do mundo porque tem um carro superior; o funcionário público que entrou na empresa pela janela; o concorrente que leva o prêmio porque é o “queridinho” de alguém importante; a miss que está entupida de silicones; o plágio; o casamento de interesse, o emprego que se mantém à base de puxassaquismo... e etc... etc...
Qual o valor de um recorde ou de uma conquista feita nessas bases?
Há quem se contente em, simplesmente, acreditar nas aparências: que é o tal, é o campeão, o rei da cocada preta ou seja lá o que for. Mas no fundo, acredito que
tais “vencedores” precisam esforçar-se demais para convencer-se a respeito do próprio valor. E jamais conseguem.
Vivem no esforço permanente e secreto que, certamente, é ainda maior que aquele que não foi feito, e que poderia ter mudado todo o curso da história, mesmo que os resultados não fossem bons...o esforço para chegar a algum lugar, para fazer algo, para conquistar algo... com as próprias e reais condições. No final das contas, a consciência dessa busca pessoal é que faz a vida valer mesmo a pena.
Faço analogia ao "estupendo time do Coritiba de hoje".Qual o valor de um recorde ou de uma conquista feita nessas bases? Perdoe-me o ciclista e a tal alpinista, os meus amigos coxinhas, mas não vejo valor nenhum em seus recordes.
Na mediocridade de um campeonato e na esteira da ilusão, caminham imponentes até começar o verdadeiro desafio. O campeonato Brasileiro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário